O mundo nas mãos de Deus


O mundo nas mãos de Deus. É tudo que a humanidade pode fazer diante dos momentos de fúria da natureza. No decorrer da história humana a natureza foi, e é para o homem, sempre mais bonita e generosa do que feia e má. É a provedora de tudo que o homem precisa para viver, mas quando ela se irrita nada pode detê-la. A Terra treme, montanhas cospem fogo, o mar se levanta, os ventos sacodem as nuvens, e o homem olha para esses fenômenos como uma criança com medo da raiva do pai por que sabe que fez algo errado, e sabe que agora vem o castigo. O medo na verdade, é resultado da nossa ignorância diante dos eventos que não entendemos bem. Tufões, furacões, tsunamis, vulcões e enchentes, são ocorrências difíceis de estudar e para as quais nunca estamos preparados. O caso do Japão, por exemplo, mostra isso. O país mais adaptado do mundo em relação a Terremoto, Tsunami e outros desastres naturais, sofreu recentemente perdas de vidas e danos materiais em uma escala que impressiona o mais frio dos humanos. E nenhuma nação está à salva.


Algumas fontes informam que em 2010 morrem mais de 234 mil pessoas, e quase 200 milhões sofreram algum tipo de dano em decorrências de fenômenos naturais violentos que ocorreram pelo mundo. E nenhuma instituição que estuda o clima da Terra, tem boas notícias para a humanidade, pelo contrário segundo elas o pior está por vir. Especialistas afirmam que até 2035 a temperatura na terra pode subir mais de 3,0°C* em média, uma das conseqüências do aquecimento global. A elevação da temperatura vai intensificar as catástrofes. Furacões como o Katrina, que em 2005 atingiu os Estados Unidos causando mortes e prejuízos de mais de US$ 100 bilhões, serão mais comuns e mais destruidores. Eles voltaram, e viram mais fortes, é o que indica estudos da Universidade Estadual da Flórida*, que analisou a velocidade dos furacões mais velozes que ocorreram entre 1981 e 2006. O resultado mostrou que a velocidade deles aumentou 7,8 metros por segundo. A culpa é da superfície dos oceanos que estão mais quentes.
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Em países como Brasil, China e Índia as chuvas dos últimos anos foram responsáveis por momentos de grande comoção dessas nações. Os estragos inéditos causados no Rio no último ano deixaram 700 mortos e 14.000 desabrigados e desalojados, mas em outras regiões do mundo foi pior. Países com densidade populacional elevada sofrem muito mais. As autoridades, no entanto, não conseguem criar um sistema de alerta eficiente para amenizar as conseqüências das enchentes, um dos fenômenos naturais que mais matam no mundo. E ele está ficando mais intenso onde já ocorria com muito perigo, e diminuindo a quantidade de chuvas em outras regiões que já sofrem com a falta dela. Por isso, aumenta a preocupação dos estudiosos com a seca. A falta de água poderá ser um problema que a humanidade vai ter que enfrentar já em 2025.
As conseqüências poderão ser devastadoras. Se uma seca de grandes proporções afetar a produção de alimentos, teremos crises de dimensões que jamais enfrentamos antes, capazes de causarem grandes abalos na base da organização social que temos hoje. E segue a escala de notícias desagradáveis, a superfície da Terra também será abalada. Cidades como Los Angeles e Tóquio, erguidas em áreas instáveis poderam sofrer com grandes tragédias pelo menos uma vez por década. Os responsáveis serão os terremotos. Outro fenômeno de grande poder de destruição, com o qual não temos condições de lidar. Os conhecimentos e recursos que temos hoje, não são suficientes para prevermos um terremoto. E quando eles se manifestam com a força do último que atingiu o Japão fica tudo mais difícil, em explicação a uma revista sobre o assunto, o professor de sismologia, Afonso Vasconcelos Lopes, da USP, afirmou que, nenhuma cidade está preparada para um terremoto de 9 graus na escala Richter.
A natureza ainda tem outros meios apavorantes de manifestar o seu descontentamento. A "febre" que estamos causando no planeta vai desencadear outras reações um tanto quanto assustadoras. E o pior é que tudo que temos feito para amenizar o problema não tem produzido resultado satisfatório. As autoridades e estudiosos demonstram, além de preocupação, uma grande insegurança nas suas declarações. Deixando no ar uma nuvem de incertezas quanto ao futuro da nossa "casa". Se a própria ciência anda um tanto perdida o que dizer do cidadão comum? Eles seguem na sua imensa maioria preocupados demais com a urgência em relação a tudo que é preciso "ter" ou "ser", para se apresentar melhor socialmente. Restam alguns movimentos ainda muito tímidos tendo em vista o tamanho do problema que iremos enfrentar em breve. Neles se incluem ativistas e suas preocupações ambientais, empresas que querem melhorar sua imagem através do abraço dado a essas causas e pessoas comuns que seguem a cartilha do cidadão consciente de forma isolada, perdida no meio da multidão.
De acordo com o que se ouve por aí, até parece simples, deveríamos consumir menos e quando consumir optar por produtos certificados, evitar o plástico, economizar água, não desmatar... e por aí vai a longa lista de regras que compõe a cartilha de atitudes que poderiam mudar o mundo para melhor. É grande, mas, tudo atitude simples, algumas tão simples que poderiam ser praticada até por uma criança. Então por que não conseguimos? Porque simples é a visão de quem pensa assim.
Mudar o cenário atual em tempo e em volume necessário para que seja notado algum enfeito positivo, é tarefa incrivelmente complexa e desanimadora. Algo que jamais caberia em uma cartilha de bons modos para empresas, pessoas e ONGs. A promoção dessas mudanças demandaria um esforço desumano. Iria muito além da mudança de atitudes das pessoas. Teríamos que nos engajar em uma reformar na estrutura social, em todos os sentidos e em escala global. Um movimento gigantesco que atuaria para promover desde mudanças profundas nos meios pelos quais produzimos o modo de vida que temos hoje, até questões extremamente delicadas, para as diferenças humanas que dominam o mundo atualmente, como as culturais.
Seria um projeto tão complicado e de dimensões tão extraordinárias que nesse momento nem ousamos propor essa saída. Ainda não estamos preparados. Quanto das pessoas que leu esse texto estaria, por exemplo, disposto a deixar de andar de carro? Difícil, muitos como eu, trabalharam anos para conseguir um e, é a maneira mais rápida e segura que temos para chegar ao trabalho, a universidade, ao passeio no shopping. Quantos abandonariam a moda para preservar o planeta. Também muito difícil, uma pessoa que não se veste bem vai ter problemas para se inserir na sociedade. E se você for um milionário deixaria sua mansão para viver em uma casinha menor para ajudar a natureza? Algumas dessas perguntas quando são feitas certamente causam constrangimentos. Eu mesmo se estivesse “cara a cara” com você, confesso que não as fariam. De certa forma, é fácil de entender, é que, carros, roupas, casas, remédios, computadores e outros milhares de produtos que consumimos hoje foram criados para facilitar nossas vidas e vem cumprindo muito bem os seus papéis. Daí vem à dificuldade que temos em nos livramos deles. Mas, ironicamente, ao mesmo tempo em que resolvem um problema, como o carro que vence a distância de forma mais rápida e segura, cria outro, pois tudo do carro sai da natureza e por tanto é um fator de degradação ambiental.
É dura essa constatação, mas só depois que estivermos dispostos a nos livrar dos vícios da modernidade é que poderemos propor o “grande projeto” que salvará a Terra.
Pensar que cuidar da terra como deveríamos custaria antes de tudo uma renuncia em massa a todos os hábitos e costumes modernos, é no mínimo curioso. Eu confesso que me sinto muito chateado só em lembrar que no caso de a “gente” decidir lançar “o grande projeto”, não vou mais poder escrever meus textos aqui na internet, isso tem me dado tanto prazer ultimamente.
Por outro lado, as ameaças estão aí, logo a baixo, na seqüência de imagem produzida pela Folha do Bicho. Cada uma mais séria que a outra,... só não vê quem não quer.




Folha do Bicho.

Fontes:
*1- Agência Internacional de Energia
*2- Super interessante
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1 comentários:

matheus eisten disse...

gostei muito, desse post e sempre admiro a natureza e tudo q ha nela, e eu acho q devemos parar com essa desmatação na natureza, o homem e ruim com a natureza e depois não aguenta essas as consequências pois quando a natureza entra em seu estado de fúria nada consegue para-la. continue assim gostei do seu blog

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