As pontes vivas de Cherrapunji

Com esse sugestivo conceito, “pontes vivas”, da até para imaginar a cena: um turista atravessando uma ponte feita de cipós e raízes mais parecida com um cenário de Indiana Jones. Quando ele já está no meio da ponte, lembra do que te disseram, “­- olha essa ponte é viva!” e nesse exato momento a ponte diz: “- aí amigo, cuidado para não cair lá embaixo!” O turista provavelmente diria “ - O quê!? " E a ponte, acostumada a conversar com todos que passam por ali responderia. “ - hé, daqui até lá embaixo é bem alto!... segura aí no meu cipó, senão você cai!” O turista ainda sem entender nada, no meio daquela ponte gangorreando para lá e para cá, pergunta, “-Como assim... cair!?” A ponte é viva lembra? Então ela poderia muito bem ficar nervosa e responder “­-ora! Cair caindo...” e dando aquela balançada no seu “corpo” para mostrar do que ela tava falando, completa “-cair assim, hó!”.

A cena pode até ser cômica, mas, falando sério, as referências feitas a elas como “pontes vivas” vêm do fato delas serem feitas de raízes, mas sem retirá-las das árvores. Elas ficam no norte da Índia, e não tem nada de engraçado nelas por lá, são obras sérias que facilitam a vida dos povos da região de Cherrapunji. Entre as belas paisagens naturais está um povo que aprendeu a usar a natureza, sem causar prejuízos a ela, pelo menos no caso das pontes. Vivendo em uma das regiões mais úmidas do mundo, eles tiveram que se adaptar às várias condições impostas pelas precipitações constantes. Uma delas era justamente transpor as valas provocadas pelas águas que descem das serras. Nesses lugares as chuvas formam rapidamente grandes corredeiras, e faz os rasos e inofensivos córregos da região ficar perigosos em caso de travessia. Para facilitar a transposição dessas corredeiras ou das valas secas deixadas por elas, os nativos criam essas pontes curiosas. As raízes que eles usam são de uma árvore chamada, Ficus elastica, (no Brasil é conhecida como falsa-seringueira ou seringueira branca) e vão “tecendo” a ponte até chegar do outro lado. Na outra margem, as raízes das plantas se encontram formando, a ponte. A técnica consiste em guiar as raízes usando trancos ocos. Enquanto estão novas e finas elas são introduzidas no tronco e apontadas para o outro lado do rio. Assim elas vão crescendo até alcançar a outra margem, quanto mais o tempo passa mais as raízes se engrossam e as pontes ficam mais resistentes. São usados também cipós presos aos galhos das arvores para fazer a amarração dando sustentação da estrutura. No piso da ponte em muitos casos é empregado o uso de pedras para a forragem. No final, as pontes vivas da Índia, feitas artesanalmente, ficam fortes o suficiente para suportar o peso de até 50 homens. Para o povo do lugar elas são apenas obras feitas para tornar a vida mais fácil, só vêem nelas um sentido prático, mas elas podem também ser chamadas de obras de arte.












Fotos: autor desconhecido
Fontes: 1 -2 - 3


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Beleza e poesia, as borboletas de Martin Amm. Antes dos frutos as flores. Você conhece a flor da sua fruta preferida? Os insetos de Martim Amm.Depois de ver estas imagens você nunca mais. vai olhar para os inseto como olha agora. Imagens da natureza que encantam pela rara beleza.
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3 comentários:

Mimirabolante disse...

Oi,vim conhecer o seu espaço e retribuir a visita.....Que ponte linda!A natureza é realmente fantástica e cada vez mais nos surpreende !!!!!Um grande abraço e volte sempre!!!Monique

José Geraldo disse...

Olá Monique! Fiquei muito contente com sua visita, meu espaço ainda está em construção, mas aguardo outras visitas sua. Claro que estarei sempre passando pelo seu blog, pois além do conteúdo ser muito interessante, defendemos a mesma causa. Abraços!

Fátima disse...

Ontem vi esta imagem na TV pela primeira vez e me apaixonei por estas pontes vivas. Busquei mais informações e encontrei este blog. Fiquei feliz por reencontrá-las.

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